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Acelerações do Orion Parque promovem projetos sociais e negócios com potencial inovador

Acelerações de MEIs, Pequenos Negócios e Projetos Sociais ajudam empresas tradicionais e ações a se fortalecer no período de pandemia. Trinta e sete MEIs e pequenos negócios, além de 20 projetos sociais, estão participando gratuitamente da iniciativa, que ainda tem inscrições abertas

O programa de apoio e reestruturação de pequenos negócios locais para retomada econômica e mitigação dos efeitos da crise causada pela Covid-19 – uma parceria entre o Orion Parque e a Prefeitura de Lages, que desde o final de abril tem gerado grandes ações empreendedoras na cidade -, tem nas acelerações de negócios e projetos sociais uma das medidas mais ativas para a economia na região.  

As ações de aceleração de pequenos negócios e MEIs (Microempreendedor individual) foram desenvolvidas pelo Orion para fornecer suporte aos micro e pequenos empreendedores e projetos sociais em meio a crise da Covid-19. Os programas de aceleração são feitos através de treinamentos, em plataforma virtuais e aulas online semanais. Ao final da iniciativa os empreendedores serão graduados e acompanhados pelo o Orion Parque.

Para um dos idealizadores da aceleradora Hemerson Schenato, líder de empresas e startups do Orion Parque, a medida é interessante porque permite a articulação entre empresas tradicionais – que ainda não tinham vinculação ao Orion – e aquelas que já tem aspectos inovadores e fazem parte do Centro de Inovação.

“Estamos permitindo encontros semanais entre os participantes, de diversos conteúdos que são importantes para o dia a dia desses empreendedores. O maior impacto dessa aceleração que fazemos é a preparação do negócio, porque assim estamos possibilitando que os empreendedores tenham uma visão um pouco mais planejada, estratégica de seu negócio, já que muitas vezes eles não tem tempo para esse diagnóstico”, lembra.

Qualquer tipo de empresa ou MEI pode se inscrever. Após o cadastro no link da Aceleração, os empreendedores terão contato com conteúdos como gestão financeira, recrutamento, contabilidade, jurídico, marketing, vendas e inovação – temas das aulas semanais já feitas ou programadas. Serão pelo menos 20 videoaulas, até setembro, todas gratuitas.

As aulas já disponibilizadas podem ser revistas aqui:

Já a aceleradora de Projetos Sociais Saiph dá suporte aos projetos sociais da região, instigando-os a pensar fora da sua zona de conforto, buscando sustentabilidade no período pós-Covid-19. A aceleração acontece durante um período de até quatro meses, mas não tem uma data de conclusão definitiva, pois sua metodologia é adaptada conforme as necessidades e dificuldades encontradas ao longo do percurso pelas iniciativas que fazem parte do projeto.

“Projetos sempre precisam de recursos para executar as ações, e a principal queixa é que eles não conseguem ter acesso a esses diferentes auxílios , ou simplesmente não sabem como fazer para buscá-los”, afirma Raul Capistrano, líder de programas e ações do Orion Parque, e um dos responsáveis pela Saiph.

“A verdade, porém, é que o recurso existe, tanto público como privado. Mas normalmente essa é a queixa dos participantes – que eles não conseguem ter acesso a essas verbas. Os projetos sociais precisam muito de alguns pontos que a gente aborda na aceleração, como gestão de projetos, estratégia, transparência, criação de CNPJ para ser possível captar esses recursos”, lembra Raul, também empreendedor.

Para participar da aceleração, os projetos sociais ainda podem se inscrever pelo link: http://plid.in/orionaceleracao

Todas as aulas da Saiph – Aceleradora de Projetos Sociais podem ser revistas aqui:

Aquecendo Corações, de Lages, é uma das aceleradas

Um dos projetos sociais acelerados é o Aquecendo Corações Lages, que busca ajudar famílias carentes de Lages. A ideia é arrecadar alimentos, verduras e legumes para produzir marmitas que são distribuídas gratuitamente para comunidades desassistidas da região.

“Durante a semana programamos um cardápio e divulgamos nas redes sociais. Nos sábados nos juntamos com vários voluntários, e produzimos mais de 300 marmitas de forma gratuita”, afirmou Luiz Gustavo Costa, um dos responsáveis pela ação.

A expectativa é que a aceleração do projeto, realizada junto ao Orion Parque, possa contribuir e ajudar ainda mais as próximas ações a serem executadas.

“Espero que nos ajude muita a nortear os próximos caminhos que queremos dar, para cada vez mais consigamos crescer e atingir um número maior de pessoas. Contribui muito, pois somos pessoas que não temos experiência em projetos, somente queremos fazer o bem e o projeto está tomando uma proporção enorme nesses 11 meses que estamos operando ele. Acredito que o programa aceleração irá nos trazer um norte de como planejarmos as próximas etapas”, ressaltou

Setor de eventos e turismo busca se reinventar

Um dos setores mais atingidos economicamente pela pandemia do novo coronavírus, o nicho de eventos e turismo precisou pensar em diferentes possibilidades depois da proibição de aglomerações.

Empreendedora do setor e assessora de Turismo do Sistema Amures, Ana Vieira, proprietária da Chácara Bom Jesus, disse que as aulas da aceleração são ótimas por trazer doses de otimismo nesse momento de incerteza.

“Quando a gente passa por uma crise não conseguimos enxergar tudo. Não vemos alternativas.  Estamos ali só pensando nos problemas, nas contas que chegam, e falta opções, porque a pandemia nos pegou sem opções. Esses encontros semanais, tratando sempre sobre um assunto específico, ligado à operação do negócio, ajuda as empresas a ter otimismo, perceber que não é só ela que está nesse processo, sofrendo esses problemas. E propõe também a busca de alternativas, trabalhando em conjunto”, comentou.

Para Ana, existe uma falta de interesse do empresariado em geral por buscar soluções criativas. “Infelizmente vejo que alguns empresários acham que não tem tempo, que não vai ter soluções, e muitas coisas apresentadas na aceleração podem tranquilamente caber no meu negócio. Uma sugestão que um outro colega está apresentando também pode ser viável para mim”, lembrou a empresária.

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