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23 de janeiro de 2019
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Softecsul Inovação projeta novidades em 2019

O ano de 2018 foi intenso para a Softecsul Inovação. Instalada no Orion Parque desde o final de 2016, a empresa desenvolve soluções em softwares e sistemas integrados que ajudam empresas e gestores a resolver problemas, diminuir custos operacionais, aumentar o número de clientes e fortalecer a marca no mercado.

Atualmente trabalhando com as soluções Company, ScannPrice e TargetID, a Softecsul vem com muitas novidades para 2019. Além das soluções inovadoras, na conversa que tivemos o CEO da empresa, Athos Branco, comentou sobre a repercussão da matéria publicada na revista SA Varejo, do setor supermercadista nacional, falando sobre as novidades da ferramenta ScannPrice.  Na edição de janeiro de 2019, a matéria foi publicada na versão impressa da revista.

Confira o bate-papo.

Foi muito positiva a repercussão da matéria sobre o ScannPrice que saiu na revista SA Varejo, no início do ano. Ela é uma revista que trata justamente do mercado consumidor do produto de vocês, da área supermercadista…

Há uns meses eu pensei que deveríamos divulgar mais sobre a iniciativa que desenvolvemos. Temos que usar mais o marketing. Com o passar do tempo, comecei a pesquisar na internet quais são os canais que mais repercutem informações desse tipo. Eu entrei no site, peguei o contato deles e dois dias depois eles me ligaram perguntando quando poderíamos falar. Atualmente a SA Varejo é a antiga revista Supermercado Moderno. Marcamos uma reunião, apresentei pra ela aquilo que fazíamos. Ela pediu que eu mandasse material, mandei, imaginando que ela fosse mostrar para o pessoal. Depois de mais ou menos 30 dias mandei email, perguntando novamente. Ela me disse que já estava saindo o material e tomei um grande susto. Ficamos muito felizes.

O aplicativo ScannPrice, hoje, está funcionando 100%. Vocês estão trabalhando com três supermercados. Como é a aplicabilidade dele, na prática?

Na verdade, poderíamos ter até mais clientes rodando o aplicativo, mas resolvemos segurar o desenvolvimento todo porque entendemos que ele não estava correto. Porque, na verdade, temos vários atores nessa “brincadeira”: temos o supermercadista, que é o dono; temos os fornecedores, que também podem utilizar o aplicativo, divulgar suas marcas e lançamentos; tem a equipe de marketing do supermercado; tem o comercial do supermercado e, por fim, o cliente final do supermercado. São vários atores. Por isso, percebemos que estávamos atendendo muito bem o cliente final, mas precisávamos melhorar o cliente supermercadista e fornecedor – que, no final das contas, é quem paga as nossas contas. A gente não estava conseguindo dar a informação para o supermercadista, de forma clara.

Um outro aspecto que eu percebi é que tivemos a ideia do aplicativo há dois ou três anos, e só agora está se falando mais abertamente em marketing de relacionamento com os clientes. Ainda está tudo muito cru. Saímos muito antes, tínhamos que ter dado uma segurada, que foi bom. Melhoramos o aplicativo, ajustamos ele, deixamos melhor a função do site, para o supermercadista. Vamos entrar com força total em 2019.

Quais são as novidades?

Teremos um novo projeto que é o ColetorPro: trata-se de uma ferramenta para o supermercadista e não tem nada a ver com o consumidor final. A ideia é diminuir custos do supermercadista.

E o TargetID? Como a ferramenta está buscando seu espaço no mercado?

Nós tiramos o TargetID do site da Softecsul porque ela virou uma spin-off.  Estamos ainda presentes lá na aceleradora Spin, de Jaraguá do Sul, e a ferramenta está se transformando. Porém chegamos num ponto em que precisamos entender como apresentar o produto/solução para investidores. Nesse meio tempo conseguimos pivotar mais duas ideias que devem ajudar a vender o TargetID, mas nem nome tem ainda. São mais duas ferramentas que até meio do ano estarão começando a se desenvolver, todas elas dentro da chamada Indústria 4.0.

Conversando com o pessoal da aceleradora Spin, e todos os networkings que conseguimos fazer com grandes empresas, percebemos que é mais fácil entrarmos nessas grandes empresas se juntamos essas duas novidades àquilo que já fazemos. O TargetID não está nada descartado, muito pelo contrário. Mas ele é uma ferramenta mais cara, mais pesada de investimento (para nós, para a indústria, para todo mundo). Então pensamos em entrar com essas duas ideias porque uma delas, inclusive, é possível fazer um valor muito acessível, que a empresa pode começar a operar amanhã mesmo.

Nós tivemos que pivotar o TargetID para ele se transforma num SaaS (Software como serviço, do inglês software as a service). Nós vamos comprar as antenas, vamos comprar as “tags”, vamos comprar tudo e por a solução completa. Quando botarmos pra rodar as mudanças, o empresário vai se sentir mais atraído pela solução.

Quais as mudanças que vocês passaram nesse processo de validação do produto?

O pessoal da Spin adorou nossa ideia, mas acabamos percebendo juntos que não podemos colocar uma responsabilidade para a indústria de ter a antena para fazer o mecanismo do TargetID rodar. Porque se o empresário não gostar do software, ele vai ter um custo desnecessário com as antenas e os módulos que fazem as leituras dos equipamentos.

Em qualquer grande empresa o número de acidentes por ano é muito grande, e graças ao TargetID o investimento, mesmo alto, tem um retorno muito interessante. Eu tenho que provar que vai ser útil, vai ser bacana. O custo de um acidente de trabalho na empresa é violento.

Levamos quase um ano de estudo, com a Spin, conversando com pessoas de vários perfis profissionais – desde advogados que atendem acidentes de trabalho, ou mesmo mentores da área jurídica e graças a isso foi possível abrir portas realmente importantes para a gente.

Nossa ideia, agora, é fazermos um contrato com a empresa, por seis ou 12 meses, e nesse tempo vai ser “diluído” o investimento que a empresa vai fazer para utilizar os equipamentos. Estamos buscando um investidor para o TargetID. Assim, compramos os equipamentos e conseguimos “alugar” eles aos nossos clientes.

Em 2018, o cenário nacional e internacional, com a crise e a Copa do Mundo, tudo isso influenciou bastante as nossas expectativas. Estamos muito confiantes que 2019 vai ser muito diferente em função, principalmente, do aprendizado que tivemos.

Vocês vão continuar lá na Spin em 2019?

Vamos sim continuar, mas não no mesmo ritmo que vínhamos fazendo até ano passado, porque era muito cansativo para gente. Queremos ir uma ou duas vezes por mês e ficar uma semana por lá. O TargetID cresceu muito em conhecimento e estudo, mesmo sem nenhuma grande negociação, mas isso abriu muito a visão para dois projetos novos que são mais baratos para implantar, mais simples e com uma pegada de necessidade para a indústria tão grande ou maior ainda.

O TargetID dá uma visão para o empresário a médio prazo, ao longo de um ano.  Com esses novos dois projetos que estamos desenvolvendo, a ideia é que possamos entrar em indústrias pequenas, usando RFID (do inglês Radio-Frequency Identification) também.

 Quais as expectativas para 2019?

Para 2019, uma das nossas apostas é o ColetorPro, que entra junto ao setor supermercadista com o ScannPrice. Como temos que customizar todo o aplicativo para cada empresa que fechamos parceria, tenho na Softecsul um custo muito alto. Assim a curva de crescimento dele é bem mais lenta.

No caso do ColetorPro, ele é um aplicativo igual para todo mundo, único e indiferenciado. A curva de crescimento dele deve ser bem mais interessante. Hoje um coletor laser de dados, que qualquer supermercado, qualquer distribuidor usa, custa de R$ 3.500 a R$ 5.000 cada um. O nosso estará no celular, que pode ser comprado por um preço bem menor.

Fizemos um levantamento com cinco supermercados, e conversamos com outros também. Com um cliente local, ouvimos da empresa que eles têm dois coletores, um em cada loja, mas precisaria de no mínimo cinco coletores por loja. Com o aplicativo que estamos desenvolvendo, tudo isso vai estar disponível em um celular, com um custo bem menor.

O aplicativo terá quatro funcionalidades, que vai reduzir tempo e principalmente custos que o mercado teria com novos equipamentos coletores. É uma ideia disruptiva. A mesma coisa que um leitor de R$ 10 mil pode fazer, eu farei com um aplicativo que qualquer celular poderá ter.

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