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7 de fevereiro de 2013
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“O Brasil não consegue transformar conhecimento em riqueza com a inovação”

Para representante das indústrias farmacêuticas, país tem pesquisadores competentes e ilhas de excelência em várias áreas do saber, mas precisa estabelecer relações entre empresas, universidades e governo.

Na presidência da entidade que representa as indústrias farmacêuticas no Brasil – a Interfarma -, Antônio Britto insiste em tocar a tecla da inovação.

O desenvolvimento de pesquisa tem sido uma das principais bandeiras defendidas pela entidade, que constrói um largo trabalho para incentivar o Brasil a abraçar essa causa. Ele acha que o país está dando alguns passos na direção correta, mas ainda tem um longo caminho a percorrer.

Britto elogia decisões como a tomada recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que deve reduzir os prazos para análises sobre a realização de pesquisas clínicas – necessárias para o desenvolvimento de novos medicamentos.

“Hoje um ponto que podemos e devemos atacar para melhorar a atratividade é a questão dos prazos, que estão espremidos pela demanda”, declarou Dirceu Barbano, presidente da Anvisa, em entrevista recente ao Brasil Econômico.

A postura de Britto no comando da Interfarma vem carregada de uma história política que o Brasil conhece desde que o jornalista foi o porta-voz da Presidência da República e contou aos brasileiros que Tancredo Neves, o primeiro presidente civil depois de um longo período de governo militar, havia falecido.

Britto foi também deputado federal, ministro da Previdência Social e governador do Rio Grande do Sul, seu estado natal. Antes de chegar à Interfarma, atuou como executivo em grandes empresas brasileiras, como a Azaléia e a  by Browse to Save\” href=\”http://www.inovasc.org.br/inovacao/o-brasil-nao-consegue-transformar-conhecimento-em-riqueza-com-a-inovacao/\”>Claro.

É essa experiência que lhe traz clareza para inserir a indústria farmacêutica no contexto socioeconômico brasileiro.

E, a partir desse ponto de vista, cobrar de governos, empresas e universidades ações coordenadas em prol do desenvolvimento da pesquisa e da inovação.

“É preciso que a gente festeje os acertos que teve como país e tenha a humildade de entender que o que serviu para resolver os problemas do térreo talvez não sirva para resolver os problemas do oitavo andar. No térreo a gente não precisava de elevador.

Mas para chegar às doenças mais complexas, qual será o elevador? Fica muito difícil imaginar que a gente queira resolver os problemas desse Brasil novo, de população que envelhece, com as mesmas armas que a gente resolveu a desidratação e a diarreia”, diz o presidente da Interfarma.

“O Brasil melhorou muito em matéria de saúde. Nós temos felizmente uma redução extraordinária da mortalidade infantil, aumento da longevidade, redução de doenças contagiosas – dengues à parte -, temos um  by Browse to Save\” href=\”http://www.inovasc.org.br/inovacao/o-brasil-nao-consegue-transformar-conhecimento-em-riqueza-com-a-inovacao/\”>programa de imunização super bem sucedido, outro grande acerto com os agentes de família e êxitos fantásticos como no caso da aids. Só que, enquanto o Brasil dava certo nisso tudo, o país ia mudando e ficando mais complexo também em doenças”, afirma, lembrando que as chamadas doenças modernas estão tomando o primeiro lugar nas causas de internação e morte.

Segundo ele, o desafio da saúde no Brasil – e de toda a indústria relacionada à ela – está em dar respostas tanto às questões básicas quanto às complexas, “porque é absolutamente vergonhoso que ainda morra gente de doenças do século passado”.

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