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24 de setembro de 2012
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Parques tecnológicos devem se parecer com cidades

Equipamentos de serviços e cultura que chamam a comunidade para visitar o espaço de pesquisa são tendência 

Os parques tecnológicos devem buscar uma integração maior com as cidades em que estão inseridos e também se espelhar nelas para ganhar atratividade. O conceito faz parte de um documento elaborado pelo Institute For The Future, baseado em Palo Alto, na Califórnia, e apresentado durante o quinto e último dia de painéis do XXII Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, em Foz do Iguaçu. 

Segundo José Eduardo Azevedo Fiates, diretor executivo do Sapiens Park, de Florianópolis, o documento apresenta cenários para os próximos 20 anos para o desenvolvimento de parques tecnológicos. “Há a tendência de parques em ambientes urbanos e sendo desenhados como ambientes urbanos, mais focados em incubação e empreendedorismo”, diz. 

“Os nossos parques têm de ter cara de cidades. Temos de buscar essa cara de cidade inspirado no movimento pela volta aos centros urbanos”, diz Claudio Marinho, diretor da Porto Marinho Tecnologia. De acordo com ele, o movimento de suburbanização – muito usado nos Estados Unidos, que cria áreas residenciais afastadas dos centros urbanos – entrou em cheque. 

Segundo Paulo Tadeu Leite Arantes, professor do departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Viçosa, há um movimento global pelas cidades compactas. “Já tivemos um momento em que a gente separava tudo, e hoje a gente voltou a juntar”, afirma. 

“Precisamos agregar aos parques outros atrativos para que ele tenha realmente cara de cidade e para que a população olhe do lado de fora e se sinta convidada a entrar. Durante muito tempo o parque foi um espaço enclausurado dentro da cidade”, diz Arantes. 

Nuvem e redes 

Nos cenários apresentados por Fiates com base no documento elaborado pelo Institute For The Future, há também a tendência de migração do trabalho para uma grande nuvem de pesquisa. “A ideia é que se forma uma super nuvem em torno da universidade, como uma rede de colaboração. Espaços físicos que demandam muita energia e infraestrutura podem se tornar uma desvantagem daqui para a frente”, afirma. 

Fiates também fala em inovação desmaterializada. “Parques tradicionais, como meras extensões da universidade, entram em declínio”, diz. De acordo com ele, o futuro é da academia interagindo mais com as empresas. “Vemos laboratórios hotéis, que apenas hospedem experimentos temporariamente, e trabalho em cooperação no formato de coworking”, diz. Outra tendência é que os parques têm de desenvolver as suas próprias marcas para favorecer as empresas que estão instaladas. “É um cenário mais conectado a uma rede e mais conectado ao mundo”, diz.

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