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24 de setembro de 2012
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Cidades criativas têm inovação como diferencial

O que as regiões de  by Text-Enhance\” href=\”http://www.seminarionacional.com.br/2012/idiomas/noticias.php?topicos=nav/single&topico=156\”>Stanford, Bilbao e Campina Grande têm em comum? Todas usaram o desenvolvimento tecnológico e a criatividade para crescer e gerar qualidade de vida aos seus habitantes. Elas foram alguns dos exemplos citados durante a terceira Sessão Plenária do Seminário, que abordou o conceito de Cidade Criativa e discutiu de que forma os parques tecnológicos podem servir como instrumentos para o surgimento desse tipo de território.

A sessão foi mediada pelo diretor do Parque Tecnológico do Rio, Mauricio Guedes. Participaram da discussão o diretor da Porto Marinho Consultoria, Claudio Marinho; o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Alipio Santos Leal Neto; o gerente comercial da Rio Negócios, Renato Botelho; e o professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Viçosa, Paulo Tadeu Leite Arantes.

Marinho, que tem experiência em planejamento urbano e gestão de políticas públicas, apresentou o conceito de Cidade Criativa e citou várias iniciativas relacionadas ao tema. Ele destacou que as cidades criativas devem ser mais amáveis do que habitáveis. “A tecnologia que produzimos é habilitadora. Não é um fim em si mesma”, afirmou. De acordo com Marinho, os parques devem ajudar todos os municípios, inclusive os pequenos e médios, a ter “cara de cidade”.

Professor da Universidade Federal de Viçosa ( by Text-Enhance\” href=\”http://www.seminarionacional.com.br/2012/idiomas/noticias.php?topicos=nav/single&topico=156\”>UFV), o arquiteto Paulo Tadeu Arantes apresentou, na sessão, diversos cases de cidades e regiões que conseguiram se transformar a partir da criatividade e do desenvolvimento tecnológico. Um deles foi o de Bergen. Localizada na Noruega, a cidade é uma das mais chuvosas do planeta. “Eles também são um polo tecnológico na Noruega e desenvolveram uma tecnologia de captação de água que está sendo exportada para o resto da Europa”, disse Arantes. Como exemplos de parques tecnológicos que trabalham com o conceito de Cidade Criativa, o professor citou os ambientes de inovação de Bilbao, na Espanha, e o Sapiens Parque, de Florianópolis.

Arantes também usou como exemplo o caso da pequena cidade mineira de Viçosa, que possui o maior número de doutores por habitante. Ele disse, no entanto, que ainda falta conexão desse conhecimento com a realidade da cidade, principalmente junto ao poder público. “É um polo de excelência fora dos grandes centros do Brasil. Mas o que falta? Capacidade de fazer conexão. Nunca vi um prefeito da cidade ressaltar o potencial tecnológico de Viçosa. Falta diálogo”, assinalou.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Alipio Santos Leal Neto, deu continuidade à Sessão, falando sobre as iniciativas desenvolvidas no estado para tornar as cidades paranaenses mais inteligentes. Além de destacar o papel das universidades estaduais e da Lei de Inovação do Paraná, o secretário falou sobre o projeto de criação de um Parque Tecnológico Virtual, que terá como função criar uma plataforma digital de troca de informações em rede entre incubadoras e empresas inovadoras. “As experiências que dão certo em Foz do Iguaçu, por exemplo, podem ser aplicadas em outras cidades do Paraná e, inclusive, do país”, disse Leal Neto.

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