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23 de setembro de 2012
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Ambientes de inovação geram novas rotas de desenvolvimento

Com o tema “Parques e Incubadoras: revelando e integrando novas rotas de desenvolvimento”, a primeira Sessão Plenária trouxe para a discussão, nesta quarta-feira (19), o tema do Seminário. A sessão foi moderada pela presidente da Anprotec, Francilene Garcia, e contou com a participação do diretor-geral brasileiro da Tecnológico Itaipu. “Não há outra saída que não o desenvolvimento tecnológico. Somos a maior prova viva da transformação de um local pela tecnologia”, afirmou.

Na sequência, o coordenador de Inteligência Competitiva da ABDI, Rogério Araújo, explicou como funciona a pesquisa Sondagem de Inovação, que tem periodicidade trimestral. “A Pintec [Pesquisa de Inovação Tecnológica] é completa e útil. Mas não havia informações de forma periódica. Por isso, a Sondagem nasceu como instrumento complementar”, disse.

Para a presidente da Anprotec, Francilene Garcia, as incubadoras e parques devem usar os dados da pesquisa de forma estratégica. “Como a medição desses dados pode ajudar incubadoras e parques a fazer as empresas inovarem com menor risco? Um desses pontos, por exemplo, é a baixa inserção de mestres e doutores nas empresas. Como incubadoras e parques podem atuar em relação a esse aspecto?”, questionou.

Abordando como os parques e incubadoras podem se alinhar às estratégias nacionais do país, o secretário de inovação do MDIC, Nelson Fujimoto, explicou a relação que existe entre os ambientes de inovação e o Plano Brasil Maior. “Nada acontece internamente. Tudo acontece em um território e o parque tecnológico ajuda a consolidar essa visão de desenvolvimento regional. É através deles que vamos desenvolver serviços de ata qualidade e competência”, analisou. Ele também destacou a importância dos parques na atração de centros de Pesquisa & Desenvolvimento e na promoção do Finep, Glauco Arbix, finalizou a Sessão Plenária. Ele afirmou que, apesar de a Finep ter hoje muito mais recursos do que tinha há uma década, ainda é pouco diante do que o país precisa. “Fico constrangido, pois investimos poucos em parques e incubadoras. Não quero esconder as fraquezas e lacunas do que fazemos. Saibam, porém, que estamos fazendo o que é possível e mais um pouco”, afirmou.

 

A Finep vem elaborando estratégias para apoiar de maneira mais efetiva as pequenas, médias e grandes empresas do país. O presidente destacou a importância, principalmente, da descentralização das ações da Financiadora e da necessidade de combinar os instrumentos existentes, como crédito e subvenção. “É nossa obrigação descentralizar. Mas não é fácil, pois temos que ter parceiros locais que sabem o que fazem”, disse. A Financiadora lançará um programa de R$ 160 milhões para subvenção descentralizada e outro de R$ 600 milhões para crédito descentralizado, o qual também contará com o apoio dos estados e do Sebrae.

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